Prurido

AVALIAÇÃO INICIAL
  • Definir se é localizado ou sistêmico. Quando relacionado à uma doença sistêmica (p. ex. diabetes, leucemia, doença renal crônica, hepatite, linfoma, entre outras), geralmente piora à noite

  • Descartar a possibilidade do prurido ser devido à dermatoses (especialmente escabiose) ou uso de medicamentos. Os que mais se relacionam ao prurido são os opioides (especialmente morfina), ISRS, estatinas e quimioterápicos

  • Avaliar se o prurido está causando danos à pele, frustração, insônia, ansiedade e depressão

  • Evitar o uso de anti-histamínicos tópicos (podem causar dermatite alérgica por contato) e vasodilatadores (p. ex. cafeína, álcool, comidas picantes, banho com água quente, entre outros)

MANEJO NÃO-FARMACOLÓGICO
  • Mantenha as unhas cortadas e limpas, evite coçar,

  • Utilize roupas frouxas e confortáveis (de preferência de algodão)

  • Evite tomar banho com água morna ou quente. Considere tomar banho com água de bicarbonato de sódio e evite produtos perfumados

  • Enxugue a pele sem esfregá-la, substitua sabonete por emoliente e utilize-o também como hidratante após os banhos

 

MANEJO FARMACOLÓGICO

Caso os cuidados tópicos estejam promovendo resultado positivo, o tratamento sistêmico é, em grande parte dos casos, desnecessário.

 

Tópico:

Emolientes (p. ex. creme à base de água com mentol), lidocaína 5% (gel ou patch), corticóides 1x/dia por 2 a 3 dias se a área estiver inflamada mas não infectada

 

Sistêmico: